quinta-feira, 16 de abril de 2009

Political song for Michael Jackson to sing

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Depois de um tempo, é muito complicado se impressionar com algo da cultura popular.
Você passa a perceber os padrões.
Os mesmos erros e acertos.
As cópias descaradas.
A repetição de temas.
Enfim, tudo que é o novo em cultura pop já nasce extremamente velho.
E datado.
E, algumas vezes, quem faz tem total consciência disso.
Mas os acertos podem vir disso também.


video
Galactic - Hustle Up

Algumas vezes também não, claro.
Tenho pra mim a idéia imbecil que 90% dos artistas são REALMENTE interessantes quando estão começando, por conta da fome, simplesmente.
Fome.
2 primeiros filmes, quem sabe 3.
2 primeiros discos, quem sabe 4.
Depois, algumas adaptações em idéias antigas, algumas vezes conseguindo resultados até melhores, mas sem aquela gana, vontade e erros que são totalmente saborosos.

Tá.
Pense dois minutos e verás que os filhos teus não fogem a luta.
Que Beatles, Dylan, Neil Young, Beastie Boys, e muitas etcteras matam essa idéia.
Mas não direciono aos ídolos banhados em (discos de) ouro.

Falo daquele ser humano médio.
Igual nas músicas do Minutemen.
Igual AO Minutemen.
O homem comum.
O Working Class Hero.
O que tá puto porque perdeu a namorada.
Ou o emprego.
Ou porque não tem nada pra perder.
A perder.

Grava dois discos bacanas.
Pra, quem sabe, pagar as próprias cervas.
Faz uns curtas porque não suporta tv.
Cara, televisão mata as pessoas aos poucos.


video
Minutemen - Corona


Se bem que filmes de uns tempos pra cá também tem surtido o mesmo efeito.
Prefiro a novela indiana que tem a Juliana Paes do que aquela do Danny Boyle que dura 2 horas e tanto, e não tem a gostosa em questão.
E ganha o Oscar, bah.

.................................................................Superman

Mas é o cara comum falando.
Aquele que tem consciência que não vai salvar o mundo.
E que ao mesmo tempo acha que o mundo, assim como rock'n'roll, ou cinema, nunca precisou ser salvo.
Que assiste a futebol.
Independente da facção xiita de esquerda que chama aquilo de circo romano.
Prefiro o meu, preto no branco, que o vermelho com foice e martelo deles.
A órbita deles é bem mais distante que a minha.
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