terça-feira, 31 de março de 2009

I'm pickin up good vibrations

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Já reparou como o mau humor o impede de falar ou fazer bobagens?
Pois é.
Um viva ao mau humor!

segunda-feira, 30 de março de 2009

If you tolerate this, than your children will be next

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Nunca fui muito afeito à Bossa Nova.

Na minha cabeça ainda é um agrupado de playboys cariocas branquelos que se aproveitaram do talento de excluídos.
E tem umas duas ou três gerações.
A primeira tem gente de talento, especialmente o não-carioca.
João.

"The people will survive"

Bom, o poeta cachaceiro tem seu valor.
Vivi a infância da Arca de Noé.
Melhor com certeza, que a infância da Xuxa.
(Bem carioca essa gaúcha.)

"All the dirt, scarcity and the emptiness..."

O problema é o que a arca pode abrigar.
A tal segunda geração de nova não tem nada.
Só uma fossa.

A terceira, quarta, só o fosso.

Muita maresia pra curtir barquinho no mar.
Ainda mais estando a pelo menos 500 quilômetros de distância.
Sendo mineiro.
E, putz, bem desconfiado.



Não que eu concorde, mas mineiros e paulistas costumam dizer que o problema do Rio é apenas um.


"But I only had a Corona."
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quinta-feira, 26 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

MOMENTO JABACULÊ

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Hora da propaganda.

Multimistura
Toda quarta, às 22:00.
Reprise aos sábados, 19:00.
Rádio UFMG, 104.5 BH.




Eu e a amiga Brígida estamos comandando as ondas do rádio durante uma hora de programação.
Ela já fazia o projeto tinha um tempo, e me pediu para avacalhar um pouco mais a desorganização do horário.
Agora com participação integral, já que eu era uma visita ocasional.


Nessa quarta (25/03/09), brincaremos com o rótulo jacu chamado MPB.
De Jorge Ben à Cascavelletes, passando por Tony & Frankie, De Falla e várias eteceteras.

Na outra quarta (01/04/09), continuamos nessa onda, com Originais do Samba, Curumin, Alceu, a recente Nevilton, entre muitas.

Se estiver à toa, ou cansado do disco do Jota Quest, confere lá.
Fui!
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terça-feira, 24 de março de 2009

É manhã de um novo dia

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Já expus ou não muitas teorias falíveis neste blog.
Mas a que mais aprecio é a da Hecatombe Cultural.
Vou tentar explicar.
Nem vai ser tão difícil essa, acho.
E nem é tão falível também.
(E já veio demarcada em alguns posts anteriores)


Acredito que cultura, de massa ou não, se espalha como uma bomba atômica.
Simples assim.
Você tem o epicentro.
Vamos pensar numa garagem.
Ou um atelier.
Etc.
Daí, o sujeito cria sua música.
Ou arte de outras formas.

"Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro"

Ele então sai do centro de criação da"obra".
(pode ser em qualquer sentido o termo)
Em pubs, galerias, palcos ou salas de exibição ele apresenta sua contribuição à escala evolutiva humana.
Daí ele sugere aos seus pares suas idéias.
Que poderão ser deglutidas.
E mastigadas.

"Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia"

A obra difunde-se entre seus comuns.
E tende a espalhar-se.
Com o passar dos anos, pode até influenciar novelas.

Exemplo: (apenas um artifício, não é seguro de estar acontecendo neste exato momento)
Hoje podemos ouvir a música realmente nova em garagens.
Depois, ela estará nos pubs.
Será comprada pela classe "antenada".
Abastada em sua maioria.
E óbvio, moradora da parte central da cidade.
Com certo esforço, seres moradores das redondezas passam a consumir essa música.
Como a coisa vai tomando proporções, em cerca de 10, 15 anos assola os subúrbios.
Com o passar de mais ou menos 30 anos, é festa do interior.

Exemplos físicos?
- camisas de Iron Maiden e Nirvana nos subúrbios.
- quermesses interioranas ao som do Queen.

Como toda regra, a exceção:

Com a internet, esforçados seres fora do alvo nuclear podem sentir os efeitos bem antes.

"Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso"

Mas eles provavelmente não conseguirão progredir tal explosão, por razão de que a maioria vai para onde a onda aponta.
É preciso misturar pra receita não desandar.

Meu Deus.
Daqui a pouco estou fazendo concurso pra professor...
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segunda-feira, 23 de março de 2009

For a minute I lost myself

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Conheci Radiohead por volta de 94.
Era uma música do Nirvana tocada por ingleses.
Talvez mais que isso, mas acho que não.
Depois eles subiram o nível, bons discos.
Chegaram até a ser colocados por muitos naquele panteão dos maiorais do rock.
Ao vivo é uma ótima banda.
Beleza.

Conheci Los Hermanos em 98,99.
Era uma música breguinha, tocada por roqueiros.
Talvez menos que isso, mas acho que não.
Depois eles subiram o nível (segundo amigos), mas só ouvi umas coisas.
Chegaram até a ser colocados por muitos naquele panteão dos maiorais da MPB.
Ao vivo, junto com cariocas, até funciona.
Ok.

Agora, vamos ao que interessa.
Beatles, Andy Warhol e Picasso talvez sejam considerados as personas mais influentes do século XX.

Agora, por um minuto.
Esqueça as referências fálicas de guitarras, pincéis e bananas.
Esqueça de tudo.
Ensaio.
Mesmos shows.
Discos.
Fãs.
Cansativo.
Uma mesmice.
Não consegue?
Perceba que somos todos robôs.

Viva Kraftwerk!



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terça-feira, 17 de março de 2009

Duel

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Propaganda.
Hoje chegou pelo correio.
Veio escrito no envelope, algo assim, não as palavras exatas, somente o sentido:
"Quem disse que saudade tem hora?"
Era algo assim.
Me perguntei na hora.
'E quem falou que estava com saudades dessa conta?'

Bom, eu entendi também o que eles queriam me dizer.
Era conta de telefone.
Queriam que eu falasse mais.
Bem.

Não sou muito fã de telefones.
Doem os ouvidos.
E, depois dos telefones de mão, a gente não escolhe mais QUANDO quer falar.
Os outros que escolhem.
E você vira um doente.
A pessoa vai pro banheiro, leva o dito.
Podia jogá-lo pela privada...

Mas, Propaganda.

Fiquei depois imaginando.
A quantidade de pessoas envolvidas pra desenvolver aquela frase escrita ali.
Impressa na minha conta.
Será que eles realmente não pensaram que alguém julgaria a frase como eu julguei?
Acharam a frase bacana.
O cidadão que criou quase pulou da cadeira de satisfação.
"Sou um gênio!"
Hum-hum.

Bom, na verdade, muitos são seduzidos.
Quase nunca percebem.
Veja um exemplo, a ditadura da beleza.
Já reparou como a população feminina brasileira "europou-se" nos últimos anos?
Você quase não vê uma mulher com cabelo cacheado, encaracolado, ou como o preconceito modista julgou; ruim.
Incrível.
Todas de cabelo lisinho.
Igual a Penelope Cruz.
Ou a ex-bbb.

Ou a Scarlett Johansson.
Essa deixa os cabelos cacheados.
Mas com estilo, claro.
Pois todos usam aquele produto do comercial dublado.
"Porque eu mereço!"

E todas as consumidoras merecem, certo?
"Mas e se eu for gordinha?"
Ou "E se eu não for bonita como a Cruz ou a ex-bbb?"
O carinha: "Pô, não sou boa pinta como o Beckham..."
Bom, dá-se um jeito.
Não fique triste.

Percebeu-se que o potencial de mercado de feia(o)s é maior do que a de bonita(o)s.
Sim, temos publicitário e estrategistas de marketing espertos...

Aí, o que fazemos?
Criamos ícones pra essas.
Veja a Winehouse bêbada e magrela demais.
Mas cool.
Roupinha estilosa.
O Adrien Brody, tentaram colocá-lo de galã na época do Pianista.
Terno bacana.

Tem a Betty Ditto, da banda Gossip.
E já tentaram bem antes também.
Tentaram até o Zé Leôncio na época.
Janis.
Todos lindos.
Se você bebeu, claro.


Ou acreditou na luz da propaganda.

... e eu já me achando estiloso...
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segunda-feira, 16 de março de 2009

It's fuckin' borin' to death

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Fim de semana, tive uma sensação estranha.
Sabe quando você vê alguém usando, ou você mesmo usa uma camisa de alguma banda velha?
Tipo, usar uma camisa velha do Led Zeppelin, sei lá.
Tive uma.
Fui pular muro da escola lá pelos 16 e grudou na cerca.
Rasgou toda.
Merda de muro.
Não faça mal juízo de mim.
Não era nenhum cabulador.
Só que eu morava na praia na época.
E tava quente e chato pra cacete.
Bom, pois é, camiseta de banda velha.


Ninguém com menos de 30 ouviu um disco do Led Zeppelin logo que saiu.
O último é de 82.
E era póstumo.
Domingo, vi um moleque com uma camiseta do Nirvana.
Espinha na cara, devia ter uns 15.
Nirvana lançou o último disco faz exatos 15 anos.
Ou seja, o moleque, (assim como eu na adolescência em relação ao Zep) não acompanhou a "época" daquelas bandas em que o povo se vestia feito lenhador.
Ele nem era nascido.
E eu já tinha 15.
E Led Zeppelin já era velho.

Quase não escuto mais Led Zeppelin.
Nem Nirvana.

Só quando um vizinho adolescente põe no talo.


Uso camiseta de listras atualmente.
It's fuckin' borin' to death.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Suave coisa nenhuma


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O que você entende por MPB?
Sexagenários cantando sem fôlego glórias antigas?
Jovens saudosistas cantando músicas mais velhas que os pais deles?
"Modernos" estudantes sadios que nunca subiram o morro saudando a alvorada?

Ou acha que MPB é um rótulo ridículo?
Ou acha MPB ridícula...
Ou que essa mesma MPB, acabou?

Depende do tamanho do seu preconceito.
Se for grande, a dita nem devia ter começado.
Se for mediano, ela morreu faz tempo.

Se você não tiver preconceito, ela está mais ativa e livre como nunca esteve.
Livre de intelectualismo.
Livre de consenso.
Livre.

video

Ninguém sente dissabor...


P.S.: Quem não conhece a "saga" de Jeremias, o que acho difícil, procure no Tube.
Ou no Wikipedia.

Mas é só um exemplo.
Muitos já foram malditos também.

O intelectual aqui é você.
Faça sua tese.


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quarta-feira, 11 de março de 2009

Show me your bones

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Estereótipos.
Passamos a vida criando-os.
Penso no artista plástico.
Já reparou como artista plástico quando fica velho parece dono de chácara?
Bom, na verdade eles costumam ter chácaras quando ficam velhos.
Venderam quadros para os generais que torturavam eles.
Ou para os patrocinadores da tortura.
Cada um se vinga como pode...


Pelo menos eles já não parecem aqueles seres pouco afeitos à higiene pessoal que se vê em filmagens e fotos antigas, quando jovens.
Barbudos.
Hum, sujos.

Mas que geração que nunca queimou o próprio filme?
A minha, generalizando:
Quando criança;
Xuxa, Maurício de Sousa, Danoninho.
Adolescente!;
Mãozinha pro alto no show de axé e vai descendo na boquinha da garrafa.
Ah sim!
Deus pra minha geração adolescente é um tal de Padre Marcelo erguendo as mãos.

Hoje essa geração é crescida.
No aspecto tempo, claro.
E solidariza com o "brother" que saiu do confinamento.
"que pena", ele suspira.
Pena mesmo.
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terça-feira, 10 de março de 2009

Traidor do Movimento

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Já ouviu Substance, coletânea do grupo inglês Joy Division?
Ouça.
Diferente da noção geral de coletâneas.
Apesar de que justamente isso deveria ser a diretriz básica de um conjunto de músicas de uma banda.
Uma biografia.
Não um caça-níqueis.
Joy Division nunca foi um grupo famoso.
Seu hit, ou o mais próximo disso, fora dos guetos, "Love will Tear us apart", está nessa coletânea.
As músicas que interessam aos iniciados também.
Quem gosta de uma banda compra coletânea?
Bom.

Mas Substance chama atenção justamente pela parte que não tem "aquelas".
O lado A.
É, tô falando de vinil.
(apesar de que, uma ouvida direta no cd, sem a pausa pra troca de lados que é proporcionado pelo vinil, também acaba valendo, já que a última do "lado b" é "Love...")

O lado A é uma digna biografia.

Começa com uma música dos primórdios da banda.
Não estou falando do primeiro sucesso, como seria numa coletânea do U2.
Já disse, Joy Division não teve hits.
A primeira música, "Warsaw", que tem o nome que a banda tinha no início.
O lado A realmente mostra a evolução da banda.
O lado B, mostra a banda, como ela foi no auge.
No primeiro, vai da bandinha punk comum, a mudança de voz gradual de Ian Curtis, a mudança de andamento, o ritmo.
No final, "O" Joy Division.
É bem documental.
Funciona como um livro.
Porque sempre vi coletâneas parecerem algo sem identidade, apesar de ser de uma única banda.
Com exceção dos discos/best of de bandas dos anos 50 e 60, quando a noção de disco era apenas isso, um amontoado de singles, e aí funcionava.

De "warsaw" a "transmission", você realmente nota o subir de escadas.
No fim, no lado B, "When the routine bites hard", "and ambitions are low", você até entende aquilo como um filme.
Then love, love will tear us apart again.


Meus heróis morreram de tédio.
Meus inimigos, estão na fila do desemprego.
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Tudo certo como 2 e 2 são 5

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Mudam-se as formas.
As vezes cinematográficas.
Não vejo mais razões para panorâmicas.
Uma cena longa hoje dura 5 segundos.
10 segundos é tédio?
Ou vídeo arte.

São como músicas?
2, 3 minutos: ok, música pop.
9 minutos? Jazz.

Procure ouvir "Melting Pot"
Booker T & the MG's
São 8:18
Baixe na net, se for o caso.
Vai ser o caso.
Você não vai achar discos do Booker T pra vender nas Americanas.
Provavelmente nem em lojas "alternativas".
Eles não vão saber o que é Booket T.



Vão saber o que é Cat Power.
Cat Power é legal também.

Winehouse também pode ser.
Já deu uma conferida em Etta James?
Bem...

Baixei uns vídeos do youtube de skate.
Tinham umas trilhas hardcore.
Abaixei o som do Tube.
Lasquei Melting Pot num vídeo qualquer.
O vídeo picado.
A música contínua.
O vídeo durava 4 minutos.
Mais um pra completar a música.
E outro carregando.

"Melting Pot", 8:18"
Em panorâmica.
Cinematográfica.
Diferente deste post, picotado.
(Assim como a vida em janelas da net)
Skate, Cat Power.
Booker T!
Durou mais que o tempo da música, o efeito.
Se skatistas ouvissem Booker T...
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sexta-feira, 6 de março de 2009

The Mercy Seat

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(Tópico fora dos padrões)

Este blog excomunga o arcebispo que provou de uma vez por todas pra que serve religião.


http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031860-5598,00-ARCEBISPO+DIZ+QUE+SUSPEITO+DE+VIOLENTAR+MENINA+
NAO+PODE+
SER+EXCOMUNGADO.html



Eu não monto presépio,
Eu não digo amém.
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Tell me how, how does it feel?

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O ano é 1989.
Mas confesso que realmente, digo realmente de prestar atenção e ter às mãos aquilo, por volta de 95, 96.
Eu sei que é assustador, ainda mais nesses tempos de "quero ouvir baixo agora e escuto".
Ou também porque, como interessado na cultura popular, demorei tanto.
Mas você não sugava tudo tão vorazmente até metade da década de 90 como faz hoje em dia.
Não tinha net.
Era vinil, basf velha ou cd.
CD pra mim, foi só lá por 95, 96.
E eu tinha só 10 anos.

Mas o ano é 1989.
Os malditos Guns'n'aff fingiam ser algo.
E muitos caiam.
Tiveram publicações que tiveram a pachorra de saudá-los como o resgate do rock.
Bem, já falei aqui sobre o que penso disso.
Na minha cabeça, o tal resgate, naquele ano, vinha da Inglaterra.
Mais precisamente Manchester.
Mais diretamente, outro "Roses".
Os Stone Roses.

Na verdade, não tinha quase nenhum cliché.
Não tinha tatuagens.
Não tinha Harley Davidson.
Não tinha pose.
Digo, tinha sim, a de tédio do vocalista Ian Brown.
Tédio ao rock machão?
Tédio ao comportamento idiota do fã?
Tédio do próprio tédio?
Tudo isso.
Só a música que não era entediante.

Tenho entre minhas bandas favoritas, duas nítidas influências dos Roses.
Uma é Byrds, banda, sendo bem ridículo e pouco objetivo, uma das criadoras do folk-rock e do country-rock.
A outra, Can, é uma banda alemã setentona meio progressiva, mas com uma idéia de experimentação mais cabível nos dias de hoje.
Sempre considerei as duas bandas em universos distintos, apesar de possíveis relações.
Ian Brown e sua turma conseguiram unir essas possibilidades.

Tenho pra mim uma trinca de canções deles como essenciais.
Fools Gold.
Waterfall.
Don't Stop.
Don't Stop, na verdade, é mixagem em estúdio de Waterfall, invertida, picada, reestruturada.
Os Beatles já faziam isso na década de 60, eu sei.
Mas os Roses conseguiram atualizar isso, tornar dançante.
E novo.
Misturar Can, Byrds, Beatles, dance music?

video

Stone Roses - Waterfall (apresentados por Tony Wilson)



Consegue imaginar Axl Rose fazendo isso?
Consegue imaginar Axl Rose fazendo isso soar legal?
Consegue, depois de tudo, imaginar algo legal do Axl Rose?
Ian Brown faz uma careta de tédio só de pensar.
Eu também.


P.s.: Assumo que na minha segunda investida fracassada de ter uma banda, tudo que eu queria é que a minha guitarra soasse como em uma dessas 3 músicas dos Stone Roses.
Mas depois descobri o fabuloso universo da soul music.

E isso é uma outra história.

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terça-feira, 3 de março de 2009

She was so jealous of her sister

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"Sybilla looked into her mirror

Priscilla looked into the washing machine"


Uns 6 meses atrás vi o clipe dessa moça.
Faz uns 3 anos, vi o clipe da outra.
São, basicamente, idênticos.
O clima retrô.
A música retrô.


"And her way of life, and her luxury flat She was so jealous of her sister"


video

.................................Gabriella Cilmi - Sweet About Me

Hum.
Quer dizer que uma é cópia descarada da outra?
Lá vem você buscar autenticidade em cultura pop...
Winehouse não é nem nunca foi desbravadora de um gênero musical.
A música é aprazível, eu sei.
Chama atenção dos mais velhos, ou que curtem um som retrô.
Incita a imaginação dos mais jovens com outros tipos de som?
Talvez.
Talvez essa seja a grande contribuição de Amy ao cenário musical.
Se for.
O resto é imagem.
Tosca.
Bêbada.
E imbecil.


"She threw away her dirty dishes just to be free again
Her women's weekly magazines just to be free again"

Essa outra moça, sim, corre na onda da Winehouse.
Ainda mais que só ouvi uma música dela que bate com o "gênero" de Amy.
É esquema de gravadora mesmo.
Atirar pra tudo quanto é lado.
Ou arriscar um só.
Uma Winehouse light.
Bonita.
Tem mais meia dúzia saindo do forno.
Nessa onda.

Você pode escolher beber suco em pó ou refrigerante.
Mas sabe que nenhum dos dois é natural.
Independente de um ser de laranja ou de cola.
Cola?
É o que as duas fizeram de ritmos antigos, datados.



"No longer jealous of her sister"
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segunda-feira, 2 de março de 2009

Strangeways, here we come

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Tem um tipo, na maioria das vezes universitário, que eu acho mais reacionário que metaleiro fã de Boston.
É o que acredita que a MPB chatona é a única salvação da humanidade.
Denomino MPB chatona aquela do carinha, na maioria das vezes cabeludo, que acha Caetano legal só até 72.
Mas que perto de Tom Zé, Caetano é um merda vendido.
Se for comparar com Jards Macalé, ferrou.
Mas que legal mesmo é o Toninho Horta.
Nada contra os nomes citados, tenho até um disco do Horta em casa.
Mas o problema são os fãs que ele agregam.
Assim como fã de rock progressivo.

Na maioria das vezes, o fã desse tipo de música, tem no máximo a minha idade, talvez chegando nuns 32, 33.
E acha aquilo a dita vanguarda.
Engraçado.
Porque se o cara tem 33 anos (vamos pegar a cauda, o fã mais velho, ok?), e estamos em 2009, bem, o cara nasceu em 1975, 76.
O auge do progressivo a meu ver foi 71, 72.
A MPB que ele tanto aprecia, teve seus últimos bons momentos até quem sabe 1980, estourando.
Peraí.
O cidadão nem era nascido.
E acha tudo feito depois ruim?
Bom, vamos lá.
Ou ele é surdo.
Ou ele é um reaça de merda.
Ou a vida dele é uma merda.
Porque se ele nunca ouviu nada durante sua vida, sem ser disco dos tios ou pais, que achou legal, que vida horrível é a dele, não?
Mas tá, a gente escolhe as nossas referências, eu sei.

Lux Interior, vocalista da banda Cramps, morreu tem uns dias.
Lux só tinha em casa móveis que datassem até a metade da década de 60.
Lux só ouvia música gravada até 65.
Lux se vestia como se estivesse em 65.
Pode parecer divertido.
É engraçado mesmo.
E Cramps é uma banda legal.
Mas se você não admite ao mesmo tempo que isso tudo é ridículo, temos um problema.

Talvez você tenha acreditado demais nas bobagens que ouviu dos pais, da tv e do rádio.

Eu também tenho minha parte reacionária.
Este blog é o exemplo máximo disso.
Um exemplo direto?
Ok.
Por mim, pessoas só teriam filhos depois de passar por testes psicológicos.
Falo sério.
Já pensou se existisse tal teste?
Nas minhas contas, 90% das pessoas vivas nunca teriam nascido.
Pais despreparados.
Ou desgovernados.
Estava eu dirigindo pra casa, um fim de domingo tranquilo.
Bem blasé.
Me passa desembestado um Santana Quantum, a mil.
Até aí tudo bem, ele escolhe as placas que quer ler.
Se ele souber ler.
Mas tinha que deixar o guri dele no banco de trás?

É, este foi o texto mais reaça deste blog.
E eu nem tava ouvindo algo como "Teach your children", do CSN&Y.

Estava escutando "Chidren of the Grave", do Sabbath.

Acredite.

Falo sério.



Ou não.

Melhor não.