terça-feira, 11 de agosto de 2009

o conteúdo dessa página foi removido

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Abri isso aqui por conta da crise dos 30 e pra colocar uns demônios pra fora.
Os 3.0 estão aí, os demônios já são outros e o blog entra em coma, por tempo indeterminado.
Foi estranho enquanto durou.


Mas valeu, acho.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Somebody's Watching Me

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Michael Jackson. Michael Jackson. Michael Jackson.
Por onde você olha.
Por onde você anda.
Com quem você fala.
Morte de Michael Jackson.

Nunca se falou tanto de Michael Jackson.
Nem com Thriller no topo.

Porque ali ele era zumbi.
Morto, morto mesmo, vale mais.
Já foi assim com muitos antes.
Nem vou citar, seria longa demais a lista.
Mas Jackson, em termos populares, só tem referencial em Beatles, Elvis, quem sabe.
Pra geração atual, até mais?

Vão se vender mais discos do que nunca.
Pelo menos, vai se ouvir mais.
Não sei se vai vender mais, ok.
Mas que vai ser mais baixado, isso com certeza.

Porque ele agora será santo.
Imaculado Jackson.
Pecados? Se existiram, nada que abale o mito.
Smooth Criminal!?




.....................The Jackson Five - I Want You Back


Dangerous? Invencible?
Hum.
Depois de morto, até isso será revisto.
Prefiro o passado negro.

O que é leve, bem, voa.
Why, why, tell em that is human nature
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

I'm Free, You are One. We are Four!

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Nem todos são Pablo Picasso.
Óbvio.

E não vou agora começar com aquela idéia cretina-auto-ajuda de "pelo menos tente".

Mas já pensou em fazer algo pelo menos para marcar, nem que seja por 2, 3 minutos?

Virar marca.
Não ser marcado.
Porque todos nascem marcados.
Para serem profissionais.
Pais de família.
Mortos-vivos.

Agregados.

Desgraçados.

Gosto da idéia dos chamados one-hit-wonder.
Numa tradução simples: fazedores de um sucesso só.
Pode ser música.
Mas pode não ser também.

Só lembro de cabeça de:
01 quadro de Verocchio.
01 filme de Kevin Smith.
01 música de Gordon Lightfood.


.....................Gordon Lightfoot - Sundown

Nenhum deles foi igual a Dylan, ou Da Vinci.
Ou Hitchcock.

Porém, me lembro deles.
Vou me lembrar de você?

Espero lembrar de mim mesmo.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

The Times They Are-A-Changing

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Estava eu ontem fazendo algo que normalmente não faço.
Assistindo durante certo tempo a tv aberta.
Bom, desculpa na ponta da língua:
esperando para ver os gols de meu time, que por incrível que pareça anda animando esse ano.

O problema é que liguei a tv muito cedo, e como era fim de domingo, fiquei com preguiça até de mudar de canal.

Quando, de repente, surge ela, ex-asdrubal trouxe o trombone (e junto a mala), Regina Casé.

Eu semana passada andei tendo certa esperança na humanidade, mas essa mulher em 5 segundos de exposição no tubo catódico faz tudo cair por terra.

Não, o ser humano não evolui.

Não sei qual é o maior problema;
nem sei se for esse o problema;
se é inteiramente culpa dela ou pressão global:
achar que todo brasileiro nasceu no Leblon.

Mas que ela é uma das embaixadoras do Rio-tipo-exportação-para-o-resto-do-país-uma-vez-flamengo-sempre-flamengo, isso ela é.

Então, mais uma vez senhora Casé.
Ela tem a manha de transformar uma idéia mais ou menos em algo terrível.
A idéia do esquete: gírias que saíram de moda.



Gary Glitter - Rock'n'Roll Pt. 02 (moda anos 70 que papai não quer lembrar)


É engraçado.
Não o esquete.
Mas como Regina Casé parece também a representante número 01 dos velhos que acham que são jovens.
Nada contra pessoas que tentam manter o pique, em forma, etc.
Mas alguém de 50 anos tentar interagir no mesmo nível com alguém de 20, soa, no mínimo, mínimo mesmo, patético.

E por aí foi dona Casé, lembrando com todo esforço (que atriz!) de alguma gíria (carioca) entre a moçada (carioca) super jovem (carioca) o que foi novo anteontem (para carioca) e é jurássico hoje (para carioca).

Para mineiro entender.
Para paulista refletir.
Para nordestino sacar.
Para gaúcho chorar.
E para eu implorar.

Deus, me livrai da tv aberta!
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Monkey gone to heaven

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Já é a quarta ou quinta vez que sou convidado/obrigado a ouvir e comentar sobre o tal "macaco da novela que pinta e faz fama".
Dói.

Não o macaco, mas a referência ele-formou-em-artes-então-vai-ter-comentário-sobre-o-assunto.

Nunca vi o tal macaco.
Ou suas pinturas.
E/ou a novela.
E, tá, não me acho mais esperto ao dizer que não acompanho novelas.
Não acompanho é tv mesmo.
Falta de paciência.
Gosto de ver futebol, aquele aquário-verde-gratuito(!?) de duas horas.

Mas, como parece realmente interessar algumas pessoas meu comentário sobre isso, lá vai.
(Já acho incrível alguém querer ouvir qualquer comentário meu, sobre qualquer coisa)

Vamos ao que sei sobre a situação, de ouvir falar:
01 - O macaco pinta institivamente os quadros.
02 - Um personagem vive a fama dos quadros pintados pelo macaco.
03 - todos se admiram pelas "pinturas".

Ok, ok, ok.
O autor da novela quiz zoar, óbvio.
Minha primeira questão é se ele é somente estúpido, dizendo que o personagem-macaco realmente pode fazer como qualquer pintor abstrato.
É tipo humor classe média burra, mas ok.
Somos todos macacos, etc.

Talvez ele queira apenas fazer uma brincadeira com o tema, mas acho improvável.
Coisas de macaco.

No dia mais acessível, saí com essa, quando fui interpelado:
"o macaco não poderia de forma alguma chegar ao apuro de um artista abstrato, já que esse parte de estudos de construção e desconstrução, tanto teóricos quanto técnicos, para se chegar ao resultado final."

Eu estava de bom humor e não queria dar brechas para discussão.
Funcionou, acho. Tive silêncio, respeito e concordância.


A classe média ri, arrota e grita: "é mesmo, o macaco fez igualzinho aquele que vi no museu".

Ah sim, a classe média brasileira vai em museu/galeria.
Fim de semana tirar foto com os filhos e/ou a namorada.

O pobre, aquele que trabalha pra classe média, ou faz parte dela um degrau abaixo (o mezzo-pobre, sei), ri junto com o patrão.
As vezes ele não teve chance de estudo.
E/ou só quer continuar no emprego.
Invariavelmente, ele quer agradar o chefe, rindo junto.



The Smiths - Heaven Knows I'm Miserable Now (Morrissey e seu emprego)


É.
O macaco faz igualzinho.
Manda banana pro macaco, manda!

Saco.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Wake Up Little Susie

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MULTIMISTURA

Toda quarta, às 22:00.
Rádio UFMG, 104.5 BH.
Ou ouça pela web: http://www.ufmg.br/online/radio/


Nessa quarta (17/06/09), DOO WOP, um tipo de som experimentado por grupos vocais nos anos 50 e 60 nos Estados Unidos.

Próxima quarta, (24/06/09), uma visita à música pop francesa, de Serge Gainsbourg a Mano Negra, passando por Daft Punk, entre outros.

Na quarta-feira do dia 01/07/09, voamos ao universo do mestre George Clinton, um dos grandes da música negra americana dos anos 60, 70.

E finalmente, dia 08/07/09, caímos no submundo do Velvet Underground, visitando também a carreira solo de seus integrantes.



..............Mano Negra - Sidi H'' Bibi + King Kong 5


Ouçam se puderem,
elogiem se quiserem,
desdenhem mas finjam que ouviram se me encontrarem.
Eu não vou perguntar o que acharam se caso os encontrar.
Só se for questionado.
É porque sou humilde.
Fui!!!
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Impromptu

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Já viu rockstars falando sobre suas músicas?
Bom, se você já viu jogadores de futebol falando sobre o jogo, dá no mesmo.



........................Ação entre Amigos? (2001)

Clichês.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bringing it all back home

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Os tempos de reciclagem podem ser interessantes.
Você as vezes não sabe o que fazer com as explosões de referências que são despejadas em seus olhos e mente.
E voltar a cabeça pra trás pode ser uma vantagem, não um passo perdido.

Em 1965, Dylan arrebentou uma platéia purista num festival tradicional de música folk.
Sua arma era uma guitarra elétrica.
De repente, o rock já não era tão estúpido.
No fim de 66, Dylan já estava achando aquilo tudo imbecil demais.

Era hora de olhar pra trás.
Todos elétricos.
Parece muito com hoje, internet, informação, downloads.
Dylan deu as costas.
Só queria a paz no campo e pinturas livres.

Alguns sacaram a transformação.
Outros, apenas sentiram-se mais perdidos do que já estavam.


...........The Byrds & Earl Scruggs - You Ain't Going Nowhere


Lembro que quando eu tinha 10 anos, nenhum parente próximo a mim, amigo, conhecido.
Eu não sabia de ninguém que havia partido.
Hoje.
Avós, pais de amigos se vão.
Até amigos, chegados.

É quando pensamos em certas coisas?
Bom, já estava pensando nelas antes.
Crise dos 30 é isso aí.

Hora de trazer tudo de volta pra casa.
Eu sou minha casa.
Aqui eu sou rei.

Vento idiota.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

The rain falls hard on a humdrum town

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Triste, o dia.


........................Rolling Stones - Waiting on a Friend

"I'm just trying to make some sense"


Grande William, esteja bem, onde estiver.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Don't ask me anymore stupid questions

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Até que ponto somos dominados por nossa própria cultura?
Porquê você ri quando não entende?
Até que ponto nossa cultura (des)respeita a do vizinho?
Porquê você ri quando não entende?
Até que ponto somos preconceituosos?
Porquê você ri quando não entende?
Até que ponto rimos das diferenças dos outro?
Porquê você ri quando não entende?
Até que ponto somos burros por isso?
Porquê você ri quando não entende?

Minha cultura que passei a ignorar?
Ex-cultura.
Culpa minha se ela é feita somente de esculturas.
Ocas.
Vazias.
E cheias de culpa.
Mas eu não a odeio.
Só não faz mais parte de mim.

Será?



....................The Haka - New Zealand x Tonga (rugbi)


No fim.
Me pergunto.
Até que ponto eu odeio Engenheiros do Havaii?
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Simple Prop to Occupy my Time

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Interessante quando algo é realizado de forma a se tornar só mais uma peça no mosaico, mas nem por isso deixa de chamar atenção.
Quando na Universidade, fui bolsista de estudos sobre o diretor italiano Pier Paolo Pasolini.
Com um universo à parte, Pasolini em sua obra fez sua leitura da sociedade e seus medos, receios, delírios, etc.



Mas sempre, uma pequena parte de sua obra, me chamou atenção.
Talvez mais atenção do que deveria, já que sempre achei essa parte, retirada dos créditos iniciais de "Gaviões e Passarinhos", algo que, a não ser que minhas suspeitas sejam totalmente erradas, pouco tinha a ver com a obra do diretor.
Parece ter mão de outra pessoa.

Quem sabe Ennio Morricone?



..........Pier Paolo Pasolini - Uccellacci e Uccellini (1966)

Mas, precisa saber quem é o criador dessa pérola, onde a soma das partes (cinema, música, e porque não, teatro?), resultam em um todo maior?
Não se perca em nomes.
Não é isso que dignifica a obra.


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terça-feira, 2 de junho de 2009

Give the Dog a Bone

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Dia desses, estava eu observando um poodle.
Que coisinha.
Se pudesse ser um cachorro, não queria ser um poodle.
Um vira-latas me faria mais feliz.

Que diferença faria se eu me tornasse um poodle?
Eles tem os mesmos compromissos inadiáveis.
Tosas.
Fitas no cabelo.
Banhos.
Badulaques.
Mimos.
Ficar "lindo" para sua dona perua?
Rações.
Tudo isso vira necessidade na vida deles.
Papai poodle era assim também.
O jovem poodle percebe que sabe extamente como vai morrer?



....................The Statler Brothers - Flowers on The Wall


Que diferença faria se eu me tornasse um poodle?
Eles tem os mesmos compromissos inadiáveis.
Estudar.
Trabalhar de 8 às 5.
Pegar trânsito.
Contas.
Mais contas.
Famílias.
Filhos.
Engordar.
Torcer pra um time que provavelmente vai perder?
Ser bem sucedido.
Tudo isso vira necessidade na vida deles.
Papai poodle era assim também.
O jovem poodle percebe que sabe extamente como vai morrer?

Alguém conhece um poodle feliz?
Te indico três vira-latas sorridentes.
Ali na esquina, brigando pelo lixo.
Mortos de fome, é verdade.

Um cachorro me sorriu latindo.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

My mind is playing tricks on me (I Live by the Sword...)

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...e morrerei pela espada".

É o que esperamos das grandes figuras.
Sejam elas políticos, músicos ou atores.
Esperamos mais de músicos e atores do que de políticos, é verdade.
Queremos a ilusão.
Mais um minuto de magia e perda, por favor.



...............Bob Dylan - Only a Pawn in Their Game (Newport '63)

Políticos são sinceros demais.
E isso não foi uma piada.
É que eles são muito humanos.
Roubam, mentem, simulam, dissimulados.
Iguaizinhos a todos nós.

Músicos, atores, artistas, esses não.
Os tipos estão além da humanidade.
Não poderão falhar jamais.
Ou seremos implacáveis.

Ou do contrário, não serão interessantes.
Mesmo, com isso, sendo bem óbvios.
Eles devem manter a magia.
E perder a humanidade.
E tudo o mais que o valha.

Ai deles se mentirem, omitirem, se desviarem.
Vão perder os fãs.
A magia.



...............Bob Dylan - Like a Rolling Stone (Newport '65)


Serão mais dignos, ao menos.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Get Ready!

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Post só para reafirmar o óbvio, com milênios de atraso.
A remasterização dos singles dos Temptations é uma das coisas mais lindas que já ouvi!
Pena que não saiu dos discos inteiros.
Só ouvi hoje, de bobeira.

Corra atrás!
Compre!
Roube!
Pirateie!




.........................Temptations - Shout

Invariavelmente o jeito, ouça!
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terça-feira, 26 de maio de 2009

Nothing Was Delivered

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Você já ouviu falar de Pogues?
De U2, já, certo?
Pois é.
O que os dois nomes tem em comum?
Ambas são bandas irlandesas.
Bandas com integrantes irlandeses.
Afirmo a frase acima, para justamente explicitar algo.




...................Pogues & Dubliners - Irish Rover


Não duvido do patriotismo dos integrantes do U2, e nem é isso que quero discutir.
É questão estética.
Mas a música deles, a 'arte' deles, não tem referência estética irlandesa.
Diferente dos Pogues, que usam elementos musicais e estéticos irlandeses.
Algo como comparar Zeca Pagodinho com Legião Urbana.
Sacou?
É, sou péssimo com comparações, não foi isso o que pedi pra sacar...

Zeca Pagodinho tem muito mais elementos "brasileiros" que Legião.
Isso é fato.
E, em termos, não é isso que diminui ou aumenta a importância de ambos.
Mas um gringo, com quase 100% de certeza, buscaria o Zeca em vez do Manfredini.
Pelo exotismo?
É isso então?

Acho que não.
Se fosse assim, por esse olhar, os Pogues seriam mais procurados que o U2, não?
São exóticos.
São feios.
E tem uma música diferente da restante do mundo, mesmo tendo elementos de música pop.
O Zeca também tem influência pop.
O Legião Urbana não tem influência do Pogues.
Parecia um U2.

Partindo desse princípio, sendo bem símio, parto para duas hipóteses:
01: gringos realmente acham brasileiros palhaços, macacos, bobos-da-corte, e riem de nossas micagens, fingindo interesse.

02: nossa música realmente chama muito mais atenção que qualquer outra no mundo. Principalmente a irlandesa.

Como brasileiro, e nunca desistindo, escolho a opção óbvia.
Mas tem muito mais coisa aí.

Pode-se pensar que a Europa e a América (*), tem um olhar mais amplo que o nosso.
Será?
Acho nossa propaganda muito boa.
Mas acabo considerando que a música brasileira só encontra par com a americana, que influenciou o U2 muito mais que a própria música natal deles.
Blues, Jazz. Rock, Pop...
Influenciou o Manfredini.
E a mim...

E, a gente, então passa a perder para os americanos quando existe um Legião Urbana em nossas vidas?

Viva a propaganda!

(o detentor dos direitos deste blog assume gostar mais de Coca-Cola que de Guaraná)
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

The Ways You Do, The Things You Do

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As influências sujas.
Você não vê um pai indicando ao filho uma obra de Damian Hirst.
Pollock.
Você com certeza não vê um pai indicando a um filho um filme de Pasolini.
Bunuel.
Parentes podem até ser bons conselheiros.
Mas no sentido de abrir mentes, é difícil.

Porque as 'boas-más' influências vem das ruas.
Filme não convencional; vai ser no máximo Fellini, a indicação familiar.
Arte não convencional? um Picasso e olhe lá.
Mas não queira também tudo de mão beijada.
Você que corra atrás.
E você vai querer também, porque os pais sempre estarão errados.
Pelo menos até você fazer 30 anos.

E ai você vê como fica cada vez mais parecido com eles.


............Red Hot Chilli Peppers & Parliament Funkadelic


Mas, antes disso, você vai fazer sua trilha.
E tem coisas que acabam por moldar sua personalidade.
Se não permamentemente, pelo menos no momento.

Foi comigo em relação à black music, funk music.
Um achado, que estava ali na esquina já tinha anos, bem antes de eu nascer.
Porque eu era do rock'n'roll.
Com (quase) todos os pejorativos possíveis do termo.

Pois a black music já foi o rock, já foi o jazz, já foi o soul, já foi o funk.
Ainda é o funk.

Um arco grande.
Funkadelic!
Essa banda, criação do malucaço George Clinton, acho que até hoje não teve sua dimensão medida.
Que não tenha.

E essa black music que me fez olhar pro meu próprio umbigo.
A voltar a ouvir música brasileira.
Porque durante a aborrescência, era a música dos pais, dos tiozões.
Era chato.
Mas dar uma olhada pra fora do muro?
Novos caminhos.
Que acabaram por me redirecionar pra dentro de casa.
Irônico.
Pra prateleira onde estavam os Jorges, Tims, Toms, Joões, etc.
Prateleiras velhas.
Como nossos pais.



................................Jorge Ben & Trio Mocotó

Mas isso não foi uma derrota.
Justamente o oposto.
Só descobri que o Sid Vicious não era o único malandro.
Na boa, Adoniran era mais, muito mais.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

All the Things Must Pass

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Homenagem à Zé Rodrix.

Independência ou morte.
Descanse em berço forte.




..........................Som Imaginário - Feira Moderna

"E eu nem li o jornal..."
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Well If I'd Have Wings

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(Post bem pessoal. Bem, qual não foi até agora?)


Mudança de rota.
Começa da morada.
Mais adiante, o trabalho.
Novos rumos são necessários.

"I get so tired
Hangin' around this town"


Planos?
Muitos.
Já sei que a maioria não sairá dos planos.
Mas custa muito.
Custa minha vida arriscar.
Minha vida.


.......................Fred Neil - Badi-Da


Tenho um curta-metragem pra finalizar.
Tenho outro curta para espalhar por aí, que está na gaveta.
Tenho outro curta.
Tenho uma vida.
Curta.

"All this old city life
Should bring us fellow down"

Estou dando no pé.
Mas sem a sorte do casal que teve depositado 12 milhões na conta por engano.
( http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3777873-EI188,00.html )
Pegaram a grana e deram no pé.
Assim é fácil.

Tenho muito a fazer.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Do it again

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Jabá, o retorno.
Pra ficar na cabeça.
Essa semana, (13 e 16 de maio) música alternativa dos anos 90.
Fui!






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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Time to Pretend

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Normalmente interesso por bandas por conta de um suposto contexto social.
Não é regra, mas é o que costuma me atrair de início.
Mas fico realmente intrigado as vezes quando isso não acontece, e crio afeição pela banda.

Atualmente, fiquei assim com o MGMT.
Porquê?
Eles não são inovadores.
Eles não fazem parte de nenhuma manobra estética.
Nenhum contexto político.
É apenas afeição.
É pessoal mesmo.




...................MGMT - This Must be the Place (Talking Heads)


Nesse vídeo, eles me lembram eu mesmo.
Não, eu nunca usei bandana.
Não é por aí.
Me fez eu me sentir com 20 anos.
Ou 15.
Ou 10.
Não só por essa música, que é velha mesmo.

Nada demais.
É só afeição.
Aquela nostalgia de nada mesmo.
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The Man in me

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Analogia do universitário pós-formado.
(a colação era só o começo...)


Você é um grande barco.
Navega em oceano límpido, mas cheio de (boas?) surpresas.
Esbarra em um pedacinho de gelo.
E pensa que não é nada.
Mas aquele pedacinho de gelo te segura.
E você percebe então um grande rombo no casco.
Tenta emendar, quer voltar pra dentro do barco.
Esse barco é cheio de firulas, sonhos e rococós.

Mas você percebe que é impossível prosseguir nele.
Tem de encarar aquele pedaço de gelo.
Que você descobre ser um gigantesco iceberg.



Mas tudo bem.
Esse iceberg é um mundo novo.
Duro feito pedra.
Que você vai ter de encarar.
O mundo externo.
Será essa dureza a vida toda?
Essa pergunta é cheia de sentidos.
Mas agora você depende desse maldito iceberg.
Bendito iceberg.

Ele te dará o pão.
E matará todos seus sonhos.
Como é frio esse iceberg.



.............Happy Mondays - Wrote For Luck (Manchester, 1989)


Você o terá pela vida toda?
O risco é seu.
Já estou com a dinamite preparada.
Pro inferno com essa montanha de gelo.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fake Plastic Trees

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Sua rotina entrou pela porta dos fundos?
Você nem a percebeu, amigo?
Amigo, não?
Ah sei, seus amigos já não são os mesmos.

Está frio lá fora, hun?

Contas para pagar?




......................Tubeway Army - Are Friends Electric

Não há tempo para violinos e a falsa sensação de liberdade que eles causam.
Pelo menos eu sempre senti isso em relação a violinos.

"So I find out your reason
For the phone calls and smiles"

Seus amigos estão lutando pelas próprias vidas.

I'm operator with my pocket calculator.
Foi um recado direcionado a mim mesmo, e aos amigos.
Tecle ESC para sair.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

O que se crê não cria, o que se vê não se via

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Em 1992, a banda Faith no More lançou um disco chamado Angel Dust.
Em 1991, Faith no More era a banda de axé no Brasil.
Esquema rádio povão: só sucesso!
Em 1992, eles já eram sucesso antigo.
Em 1992, eles inventaram o som do sucesso de 1999, 2000.

Duas observações aí.
Numa comparação inversa, veja a banda Titãs hoje.
Eles direcionam suas músicas para o esquema povão.
Aquele do toca-na-rádio-toda-hora-que-eu-decoro.
Funciona.
Vende no momento.
Mais não agrega.
Nem inclui.
Não agrega um público fixo.
Nem acrescenta nada à cultura popular.
Em 1991, o Faith no More fazia sucesso povão.
A onda era a do funk-o-metal.
Quem viveu lembra.
Ah, claro, o Faith no More descia.
O Titãs não.
Não hoje.
O Titãs antes agregava. (vai lá, tiveram uma fase, entre 86 e 89)



...................Faith no More - Epic (ao vivo no Rock in Rio 91)


Mas, o foco desse post.

Em 1992, Faith no More inventara o som do sucesso de 1999, 2000.
O fim da década passada e começo dessa década.
O famigerado e odiado Nu-metal.

Odiado por mim, pelo menos.
Que adora Angel Dust do Faith no More.
Porquê essa dualidade, de gostar do disco que criou as bases de um 'gênero' e odiar o mesmo?
Não é porque saiu do gueto, como parece ser o formato estético de quem se coloca em um gueto.
Sim, porque parece a concepção de alguns, primar pelo "só eu e meus amigos conhecem, só eu e meus amigos gostam. O contrário, não procede."
Mas não é o caso, em termos.
O termo que procede é que o excesso, ou, principalmente, a rotina.
Essa maldita é que me mata.
Porque virou clichê.
Porque os que diluiram não chegavam no nível.

Não culpo o Faith no More.
Que depois se diluiu.
E morreu.

Culpo os Titãs.
E escreve aqui quem ouviu até furar o Cabeça Dinossauro/Jesus não tem Dentes/Blesq Blom quando criança/adolescente.


Os Titãs hoje fazem música pra tocar em novela.
Tenho um CD de Angel Dust com um balãozinho: contém o sucesso Easy, da trilha de Bebê a Bordo
Tem algo engraçado e irônico nisso, assim como fazer uma versão dos Commodores.
Não tem nada engraçado na trilha de novela dos Titãs.
E se for ironia, eu sou um estúpido, pois não percebi.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Smalltown Boy

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Música de clubes.
Não, não é de clubes noturnos.
Estou falando de churrasco mesmo.
Bóias.
Água com cloro e xixi.
É memória, talvez um pouco afetiva.
Mas ao mesmo tempo pouco afetiva.
Como ter afeição pela bandana do Mark Knofler?
Ou pela banda dele.
Ou pela época da banda dele...

Você sai da sua vida, mas sua vida não sai de você.

É aquela trilha de sessão da tarde.
Alguns, muitos, não se livram disso.
E dizem, "poxa, não se fazem mais músicas como antigamente".
Fazem sim.
Foram para o underground, a música em voga de outrora.
As vezes volta como modismo para a grande mídia, e chega novamente ao ouvinte comum.
Mas como nostalgia, ou piada.
Normalmente uma piada nostálgica.
Mas ela nunca parou.
Para alguns.




...........................The English Beat - Save It For Later

EBM, house, gótico, hardcore, country, soul, até rock'n'roll.
Samba!
Veja só.
Sobrevivem em cantos escuros.
Para os que tem uma visão de Doberman.
É, aquele cachorro que não tem visão periférica.
Ou para aqueles que não tem visão, somente nostalgia.

Mas será que você, cachorrinho, vai conseguir viver sempre em 1985, 86, ou sei lá qual for a data de sua preferência?
Mais que isso, vai conseguir viver com a mesma intensidade?
Melhor nem pensar nisso.

A idéia de rock'n'roll é a nostalgia.
Mas não seria do samba também?
Então tá.

"Não deixe o samba morrer..."
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

E você nem troca o pijama, preferia estar na cama

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Sono.
Mas vou deixar uma musiquinha aí.


...................Nada Surf - Concrete Bed


Nada demais.
Nada a mais.

Desculpe, é o sono.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Human Cannonball

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Meu nome preferido de banda em todos os tempos é dos
Butthole Surfers
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Algo como "surfista de cu é rola".
Simpático assim.

Porquê?
Porque gosto de palavrões?
Não.
Que se fodam os palavrões.
E a última frase explica isso.
Não é forçado o palavrão, sabe.
É irônico mesmo.
Butthole Surfers é uma banda underground americana.
"Alternativa".
Vinda de um lugar cheio de surfistas.
Imagino pela música dos caras do Butthole Surfers que eles não curtam muito o esquema cabelo-loiro-gatinhas-bronzeadas-música-de-boy.

Mas o lance aí é o uso do palavrão.
Já viu cinema nacional antes do boom Cidade de Deus, e já ficou ofendido quando algum ator dizia um palavrão?
Eu também.

Talvez por motivos diferentes.
Eu ficava constrangido, na maioria das vezes.
Porque não era pastelão.
E também porque eu não conseguia levar a sério quando uma atriz gatinha fingindo ser barraqueira soltava um "vai tomar no cu".
Soava falso demais!

É aquela mania de diretor brasileiro de querer misturar cinema cool francês com "estética" tupiniquim.
Vexame.

Adoro Boca do Lixo.
Cinema Marginal, Zé do Caixão, beleza!

Mas diretorzinho-metido-a-besta de cool é rola.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Political song for Michael Jackson to sing

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Depois de um tempo, é muito complicado se impressionar com algo da cultura popular.
Você passa a perceber os padrões.
Os mesmos erros e acertos.
As cópias descaradas.
A repetição de temas.
Enfim, tudo que é o novo em cultura pop já nasce extremamente velho.
E datado.
E, algumas vezes, quem faz tem total consciência disso.
Mas os acertos podem vir disso também.



Galactic - Hustle Up

Algumas vezes também não, claro.
Tenho pra mim a idéia imbecil que 90% dos artistas são REALMENTE interessantes quando estão começando, por conta da fome, simplesmente.
Fome.
2 primeiros filmes, quem sabe 3.
2 primeiros discos, quem sabe 4.
Depois, algumas adaptações em idéias antigas, algumas vezes conseguindo resultados até melhores, mas sem aquela gana, vontade e erros que são totalmente saborosos.

Tá.
Pense dois minutos e verás que os filhos teus não fogem a luta.
Que Beatles, Dylan, Neil Young, Beastie Boys, e muitas etcteras matam essa idéia.
Mas não direciono aos ídolos banhados em (discos de) ouro.

Falo daquele ser humano médio.
Igual nas músicas do Minutemen.
Igual AO Minutemen.
O homem comum.
O Working Class Hero.
O que tá puto porque perdeu a namorada.
Ou o emprego.
Ou porque não tem nada pra perder.
A perder.

Grava dois discos bacanas.
Pra, quem sabe, pagar as próprias cervas.
Faz uns curtas porque não suporta tv.
Cara, televisão mata as pessoas aos poucos.



Minutemen - Corona


Se bem que filmes de uns tempos pra cá também tem surtido o mesmo efeito.
Prefiro a novela indiana que tem a Juliana Paes do que aquela do Danny Boyle que dura 2 horas e tanto, e não tem a gostosa em questão.
E ganha o Oscar, bah.

.................................................................Superman

Mas é o cara comum falando.
Aquele que tem consciência que não vai salvar o mundo.
E que ao mesmo tempo acha que o mundo, assim como rock'n'roll, ou cinema, nunca precisou ser salvo.
Que assiste a futebol.
Independente da facção xiita de esquerda que chama aquilo de circo romano.
Prefiro o meu, preto no branco, que o vermelho com foice e martelo deles.
A órbita deles é bem mais distante que a minha.
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Nada incomoda o silêncio e a paz de Jonas

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Já teve vizinho barulhento?
Bagunceiro?
Claro que já.
Tinha algo de familiar naquilo...
Ah, você já foi um?
Talvez eu já tenha sido também, nem que por uma noite.
Uma hora depois das 10.
Uma música.
Foi por querer?
Que música era aquela?
Pra incomodar?
Não foi, acredito.
Tinha algo de familiar naquilo...

Mas tem coisas que incomodam muito mais que isso.
Veja a TV.
Não, não veja.
Aqueles raios catódicos trazem maior malefício que os ultra-violeta.
Os catódicos me fazem obedecer.
Tinha algo de familiar naquilo...

...............................Mestre Jonas - Sá, Rodrix e Guarabyra

Estava dia desses, me assustando com algo.
Algo que ouvi uma vez quando tinha 10 anos de idade.
Era coisa de menina, New Kids on the Block.
Logo, era nojento.
Quando você é criança, garotas e tudo o que elas gostam são inimigos.
Isso muda depois.
Hum.

New Kids on the Block era uma dessas bandas inventada por produtores.
Muito bem construída.
Já ouviu Tonight?
É Beatles puro.
Sério.
É uma armação, claro.
Se você tiver entre 25 e 30 anos, vai achar isso ridículo.
Comparar Beatles com uma armação?
Cá entre nós.

George Martin inventou a maior parte das inovações dos Beatles.
Claro que John, Paul, George e Ringo (não, Ringo não) eram super criativos e davam as idéias à George Martin.
Mas quem colocava aquilo em prática?
Quem transformava o sentido figurado em algo tangível?
Pois é.

Isso te incomodou?
A mim?
Talvez.
Não.
Ama teu vizinho como a ti mesmo.

Vou continuar ouvindo Elvis.
Gospel Elvis.
Amen.

este post foi uma piada, ok?

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Working on the Highway

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Perto da saída do bar/lanchonete, sentado, encostado no balcão.
Botas velhas?
Não.

Sapatos velhos mesmo.

Jornal é novo, mas também, custou 25 centavos!

O café é velho, mas custou 50.

Mas também a manchete já tinha passado no jornal noturno, na tv...

O que vale, na verdade, são as notícias menores.
Possibilidades.

"Faxineiro com experiência".

Ora bolas.

"Pra usar uma vassoura?"

John Wayne?


Já mencionei aqui neste blog "Obrigado por Fumar".
Na minha cabeça é um faroeste.
Faroeste urbano, tipo "Midnight Cowboy".

Sobrevivência.



Os melhores 'filmes de situações' são aqueles que vão além do tema central.
Chamo de filmes de situações os filmes com narrativas.
Aquela coisa de personagens, início, meio e fim, etc.
E o tema central é aquele que julga a categoria na prateleira da locadora.
Lembra delas, as locadoras?
Hum.
Você passa tempo demais no computador, sei.

Mas as categorias são necessárias, claro.
Pessoas calmas veem filmes com a Meg Ryan, Nicholas Cage, ou outro com cara de chorão.
Para se manterem calmas.
Pessoas agitadas veem Steven Seagal.
Para se manterem agitadas.
Impossível nao se mexer no sofá com Steven Seagal.
Eu, por exemplo.
Rapidamente vou pra outro lugar.

Categorias.

O conceito para elas normalmente é óbvio.
Prefiro as entrelinhas.
Vejo Westerns como manuais de sobrevivência.
Não como cowboys atirando em outros cowboys.
Ou índios.
Ou isso também, mas vejo pela minha ótica.

A procura de recompensa.
Ou compensação.


Sobrevivência.

Redenção é para os fracos.

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Hello Goodbye



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Joey Ramone
Roy Orbison
Joe Strummer
Lux Interior
George Harrison
Arthur Lee
John Entwistle
Rick Wright
Johnny Cash
Isaac Hayes

Tem mais aí, lembrei desses.

Meus heróis estão morrendo, e não é de overdose.

Câncer, infarto. Germes.
Velhice.
A minha geração vê a dos anos 50, 60, 70, quem sabe 80, morrendo.
Mas de causas, han...naturais.

O mal irremediável.
Já parou pra pensar nisso?

Nossa geração veio pra enterrar os "heróis" de outrora.
Matar o sonho de que eles viveriam rápido, e morreriam mais rápido ainda.
Pra viver pra sempre.
Muitos já tinham morrido antes de cair pra trás, é verdade.

Tolice.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vale Quanto Pesa

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Teoria Ramônica, Parte qualquer.

Tenho pra mim que Ramones é o cúmulo do urbanismo.
Porquê?

Fato 01:
Coloque Ramones para qualquer ser humano com raízes agrárias.
As reações de asco serão instantâneas.

Fato 02:
Coloque Ramones para qualquer pessoa sã com mais de 25, e no máximo você terá uma expressão de nostalgia.

Porque o fato 02 é uma condição urbana?
Óbvio, informações no meio urbano se proliferam mais rápido, e são em bem maior quantidade.
Logo, o ser tem a possibilidade de evoluir.
Só possibilidade, na maioria dos casos.

O que puxa para o Fato 03:
Sonhos morrem.

É bem urbano isso.
Porque o retirante acredita no sonho.
O adolescente também.
Os Ramones também.

Quem fica no interior, no pensamento do cara cansado do tráfego/tráfico, vive o sonho.
E quem pensa na casinha no campo como sonho, já entregou os pontos.

Até os 24, 25 anos, o jovem, urbano, com possibilidades, é irredutível.
Igual Ramones.
É "irresponsável".
Igual Ramones.
Vive de utopia.
Igual Ramones.

Depois dos 24, 25 anos, tirando um ou outro devaneio hippie, sua alma e vontade variam de acordo com as cotações do mercado.
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terça-feira, 31 de março de 2009

I'm pickin up good vibrations

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Já reparou como o mau humor o impede de falar ou fazer bobagens?
Pois é.
Um viva ao mau humor!

segunda-feira, 30 de março de 2009

If you tolerate this, than your children will be next

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Nunca fui muito afeito à Bossa Nova.

Na minha cabeça ainda é um agrupado de playboys cariocas branquelos que se aproveitaram do talento de excluídos.
E tem umas duas ou três gerações.
A primeira tem gente de talento, especialmente o não-carioca.
João.

"The people will survive"

Bom, o poeta cachaceiro tem seu valor.
Vivi a infância da Arca de Noé.
Melhor com certeza, que a infância da Xuxa.
(Bem carioca essa gaúcha.)

"All the dirt, scarcity and the emptiness..."

O problema é o que a arca pode abrigar.
A tal segunda geração de nova não tem nada.
Só uma fossa.

A terceira, quarta, só o fosso.

Muita maresia pra curtir barquinho no mar.
Ainda mais estando a pelo menos 500 quilômetros de distância.
Sendo mineiro.
E, putz, bem desconfiado.



Não que eu concorde, mas mineiros e paulistas costumam dizer que o problema do Rio é apenas um.


"But I only had a Corona."
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quinta-feira, 26 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

MOMENTO JABACULÊ

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Hora da propaganda.

Multimistura
Toda quarta, às 22:00.
Reprise aos sábados, 19:00.
Rádio UFMG, 104.5 BH.




Eu e a amiga Brígida estamos comandando as ondas do rádio durante uma hora de programação.
Ela já fazia o projeto tinha um tempo, e me pediu para avacalhar um pouco mais a desorganização do horário.
Agora com participação integral, já que eu era uma visita ocasional.


Nessa quarta (25/03/09), brincaremos com o rótulo jacu chamado MPB.
De Jorge Ben à Cascavelletes, passando por Tony & Frankie, De Falla e várias eteceteras.

Na outra quarta (01/04/09), continuamos nessa onda, com Originais do Samba, Curumin, Alceu, a recente Nevilton, entre muitas.

Se estiver à toa, ou cansado do disco do Jota Quest, confere lá.
Fui!
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terça-feira, 24 de março de 2009

É manhã de um novo dia

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Já expus ou não muitas teorias falíveis neste blog.
Mas a que mais aprecio é a da Hecatombe Cultural.
Vou tentar explicar.
Nem vai ser tão difícil essa, acho.
E nem é tão falível também.
(E já veio demarcada em alguns posts anteriores)


Acredito que cultura, de massa ou não, se espalha como uma bomba atômica.
Simples assim.
Você tem o epicentro.
Vamos pensar numa garagem.
Ou um atelier.
Etc.
Daí, o sujeito cria sua música.
Ou arte de outras formas.

"Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro"

Ele então sai do centro de criação da"obra".
(pode ser em qualquer sentido o termo)
Em pubs, galerias, palcos ou salas de exibição ele apresenta sua contribuição à escala evolutiva humana.
Daí ele sugere aos seus pares suas idéias.
Que poderão ser deglutidas.
E mastigadas.

"Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia"

A obra difunde-se entre seus comuns.
E tende a espalhar-se.
Com o passar dos anos, pode até influenciar novelas.

Exemplo: (apenas um artifício, não é seguro de estar acontecendo neste exato momento)
Hoje podemos ouvir a música realmente nova em garagens.
Depois, ela estará nos pubs.
Será comprada pela classe "antenada".
Abastada em sua maioria.
E óbvio, moradora da parte central da cidade.
Com certo esforço, seres moradores das redondezas passam a consumir essa música.
Como a coisa vai tomando proporções, em cerca de 10, 15 anos assola os subúrbios.
Com o passar de mais ou menos 30 anos, é festa do interior.

Exemplos físicos?
- camisas de Iron Maiden e Nirvana nos subúrbios.
- quermesses interioranas ao som do Queen.

Como toda regra, a exceção:

Com a internet, esforçados seres fora do alvo nuclear podem sentir os efeitos bem antes.

"Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso"

Mas eles provavelmente não conseguirão progredir tal explosão, por razão de que a maioria vai para onde a onda aponta.
É preciso misturar pra receita não desandar.

Meu Deus.
Daqui a pouco estou fazendo concurso pra professor...
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segunda-feira, 23 de março de 2009

For a minute I lost myself

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Conheci Radiohead por volta de 94.
Era uma música do Nirvana tocada por ingleses.
Talvez mais que isso, mas acho que não.
Depois eles subiram o nível, bons discos.
Chegaram até a ser colocados por muitos naquele panteão dos maiorais do rock.
Ao vivo é uma ótima banda.
Beleza.

Conheci Los Hermanos em 98,99.
Era uma música breguinha, tocada por roqueiros.
Talvez menos que isso, mas acho que não.
Depois eles subiram o nível (segundo amigos), mas só ouvi umas coisas.
Chegaram até a ser colocados por muitos naquele panteão dos maiorais da MPB.
Ao vivo, junto com cariocas, até funciona.
Ok.

Agora, vamos ao que interessa.
Beatles, Andy Warhol e Picasso talvez sejam considerados as personas mais influentes do século XX.

Agora, por um minuto.
Esqueça as referências fálicas de guitarras, pincéis e bananas.
Esqueça de tudo.
Ensaio.
Mesmos shows.
Discos.
Fãs.
Cansativo.
Uma mesmice.
Não consegue?
Perceba que somos todos robôs.

Viva Kraftwerk!



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terça-feira, 17 de março de 2009

Duel

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Propaganda.
Hoje chegou pelo correio.
Veio escrito no envelope, algo assim, não as palavras exatas, somente o sentido:
"Quem disse que saudade tem hora?"
Era algo assim.
Me perguntei na hora.
'E quem falou que estava com saudades dessa conta?'

Bom, eu entendi também o que eles queriam me dizer.
Era conta de telefone.
Queriam que eu falasse mais.
Bem.

Não sou muito fã de telefones.
Doem os ouvidos.
E, depois dos telefones de mão, a gente não escolhe mais QUANDO quer falar.
Os outros que escolhem.
E você vira um doente.
A pessoa vai pro banheiro, leva o dito.
Podia jogá-lo pela privada...

Mas, Propaganda.

Fiquei depois imaginando.
A quantidade de pessoas envolvidas pra desenvolver aquela frase escrita ali.
Impressa na minha conta.
Será que eles realmente não pensaram que alguém julgaria a frase como eu julguei?
Acharam a frase bacana.
O cidadão que criou quase pulou da cadeira de satisfação.
"Sou um gênio!"
Hum-hum.

Bom, na verdade, muitos são seduzidos.
Quase nunca percebem.
Veja um exemplo, a ditadura da beleza.
Já reparou como a população feminina brasileira "europou-se" nos últimos anos?
Você quase não vê uma mulher com cabelo cacheado, encaracolado, ou como o preconceito modista julgou; ruim.
Incrível.
Todas de cabelo lisinho.
Igual a Penelope Cruz.
Ou a ex-bbb.

Ou a Scarlett Johansson.
Essa deixa os cabelos cacheados.
Mas com estilo, claro.
Pois todos usam aquele produto do comercial dublado.
"Porque eu mereço!"

E todas as consumidoras merecem, certo?
"Mas e se eu for gordinha?"
Ou "E se eu não for bonita como a Cruz ou a ex-bbb?"
O carinha: "Pô, não sou boa pinta como o Beckham..."
Bom, dá-se um jeito.
Não fique triste.

Percebeu-se que o potencial de mercado de feia(o)s é maior do que a de bonita(o)s.
Sim, temos publicitário e estrategistas de marketing espertos...

Aí, o que fazemos?
Criamos ícones pra essas.
Veja a Winehouse bêbada e magrela demais.
Mas cool.
Roupinha estilosa.
O Adrien Brody, tentaram colocá-lo de galã na época do Pianista.
Terno bacana.

Tem a Betty Ditto, da banda Gossip.
E já tentaram bem antes também.
Tentaram até o Zé Leôncio na época.
Janis.
Todos lindos.
Se você bebeu, claro.


Ou acreditou na luz da propaganda.

... e eu já me achando estiloso...
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segunda-feira, 16 de março de 2009

It's fuckin' borin' to death

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Fim de semana, tive uma sensação estranha.
Sabe quando você vê alguém usando, ou você mesmo usa uma camisa de alguma banda velha?
Tipo, usar uma camisa velha do Led Zeppelin, sei lá.
Tive uma.
Fui pular muro da escola lá pelos 16 e grudou na cerca.
Rasgou toda.
Merda de muro.
Não faça mal juízo de mim.
Não era nenhum cabulador.
Só que eu morava na praia na época.
E tava quente e chato pra cacete.
Bom, pois é, camiseta de banda velha.


Ninguém com menos de 30 ouviu um disco do Led Zeppelin logo que saiu.
O último é de 82.
E era póstumo.
Domingo, vi um moleque com uma camiseta do Nirvana.
Espinha na cara, devia ter uns 15.
Nirvana lançou o último disco faz exatos 15 anos.
Ou seja, o moleque, (assim como eu na adolescência em relação ao Zep) não acompanhou a "época" daquelas bandas em que o povo se vestia feito lenhador.
Ele nem era nascido.
E eu já tinha 15.
E Led Zeppelin já era velho.

Quase não escuto mais Led Zeppelin.
Nem Nirvana.

Só quando um vizinho adolescente põe no talo.


Uso camiseta de listras atualmente.
It's fuckin' borin' to death.